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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fogo no Céu

Nunca vá em direção à luz.

Diretor: Robert Lieberman
Roteiristas: Tracy Tormé, Travis Walton
Gênero: Ficção Científica; suspense
Ano: 1993
Elenco:
Robert Patrick 
D.B. Sweeney
Craig Sheffer
Peter Berg
Henry Thomas

Minha Nota: 6,6


Baseado em fatos reais. Acredite se puder. “A tia do Bátima! UUUU Vô comê a tia do Bátima” *.

Primeiro: esse filme é baseado em fatos reais, mas é muito pouco fiel a “suposta história real” de abdução de Travis Walton, e o que é mais louco é o fato do próprio Travis Walton estar envolvido na produção do roteiro. Assim não dá, né porra? “É espião esse cara aí” *. Como vamos acreditar nessa porra? Esses malucos que vivem participando de bacanais e surubas com alienígenas, depois aparecem por aí dizendo que conheceram Astaxeram ou que amanheceram pelados com uma sonda anal do tamanho da rola do Kid Bengala. “Me explica essa porra” *.

Mas viemos aqui pra discutir sobre o filme e não sobre sondas anais. O filme conta a história de Travis Walton que é abduzido por alienígenas, pois deu uma garotiada e foi em direção a luz. O início do filme é muito bom. O mistério, o suspense, o risco dos personagens serem acusados de algo que não cometeram. Tudo isso cumpre o seu papel: te deixar apreensivo. O filme realmente “dá nervoso”. O problema do filme são as cenas finais que estragam o filme, além do fato que todo o filme poderia ter sido bem melhor. Daqui a pouco eu explico como.

Quando o Travis Walton é encontrado, ou melhor ainda: quando ele telefona para o Mike Rogers (Robert Patrick, o T-1000 de Terminator 2). Essa cena dá um belo cagaço, é bem foda. A merda começa a pipocar quando passam as cenas no interior da nave alienígena. Mesmo sendo bem feitas, as cenas são muito desnecessárias e em certo ponto sem sentido. Acabou com todo o mistério, ficou bobo. E ainda tem o final do filme que foi muito louco e muito “água com açúcar”.

Poderia ser melhor...


O filme poderia ter mantido mais a linha do suspense e mistério. Imagina comigo: acontece tudo que aconteceu no início do filme, mas sem mostrar naves, nem abduções. Assim ficaria a dúvida: eles estão falando a verdade? Ou eles realmente mataram o cara? Então a cena onde Travis Walton fala ao telefone seria muito mais impactante. Minha opinião, tá galera? E aproveitando isso, já digo: comentem e deixem sua opinião nos comentários.



* Citações ao Bátima Feira da Fruta. “Eu não acredito no que eu ouvi, não acredito no que eu ouvi, não pode ser verdade isso que eu escutei agora”

Isso é tudo pessoal, comentem aí. Até à proxima.
#LegendadoSempre
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Psicose

O filme só é datado pelo preto e branco. Um ótimo suspense e mistério, com cenas que entraram para a história do cinema.
Diretor: Alfred Hitchcock
Roteiristas: Joseph Stefano
Produtores: Alfred Hitchcock
Gênero: Suspense; terror
Trilha Sonora: Bernard Herrmann (Me intriga o fato de não ter recebido nem sequer uma indicação ao oscar)
Ano: 1960
Elenco:
Anthony Perkins
Janet Leigh
Vera Miles
John Gavin
Martin Balsam

Minha Nota: 9,6


Com 4 indicações ao oscar, psicose continua sendo um excelente filme. Mesmo sendo de 1960, pra o mim o filme só é datado pelo preto e branco. Um ótimo suspense e mistério, com cenas que entraram para a história do cinema.

Psicose, assim como outros filmes de Alfred Hitchcock, marcou a história do cinema com sua forma de desenrolar de roteiro e com a criação de um suspense e mistério que te prende na cadeira, características de uma excelente direção. E o que falar desse filme? Dizer que é um clássico? Isso todo mundo já sabe. Mas vamos tentar discutir um pouco.

Algo foda nesse filme é a trama que muda completa e drasticamente. O filme começa e vai se desenvolvendo em torno da personagem Marion Crane e os 40 mil dólares, mas tudo muda na famosa cena do chuveiro. Imagine o que isso não foi na época. Primeiro: mostrar uma cena da personagem tomando banho (isso era muito sem pudor pra época kkkk) e segundo: matar a personagem. Foda pá carai.


Então a trama passa a girar em torno da procura pela personagem desaparecida, sempre mantendo um suspense intrigante.

Uma das coisas que eu gosto em Psicose são os takes de câmera, que pra época (e ainda hoje) são muito legais, pois eles encaixam muito bem na construção de cada cena. Mas eu vou parar de falar, afinal eu não sou crítico de cinema.
Mas vale dizer que o Hitchcock foi um cara bem sacana e bem esperto na produção desse filme. Não sabe do que eu estou falando? Então vai se fuder... brincadeira, eu conto. O roteiro do filme foi baseado em um livro, escrito por Robert Bloch. Hitchcook comprou por 11 mil doláres os direitos do livro e ainda comprou todas as cópias disponíveis no mercado, para que ninguém soubesse o final da história. E olha o que é fazer dinheiro: o filme custou 800 mil doláres e faturou aproximadamente 60 milhões pelo mundo inteiro, isso que é mutiplicar dinheiro. (Vale dizer que eu não considero a bilheteria como parâmetro para um bom filme)


O final do filme nem se fala. Foda demais.

"She Wouldn't Even Harm a Fly"

Se você não viu o filme ainda vai ver agora. E para de dizer: “Ah, mas o filme é em preto e branco, é muito antigo, é chato.” Chato é o seu **! O filme é foda e mesmo sendo bem antigo continua sensacional.

#LegendadoSempre
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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Predadores

Poderia ter sido melhor

Diretor: Nimród Antal
Roteiristas: Alex Litvak, Michael Finch
Gênero: Ficção Científica; Suspense; Ação
Ano: 2010
Elenco:
Adrien Brody
Topher Grace
Alice Braga
Laurence Fishburne
Danny Trejo

Minha Nota: 6,5



Imagine-se acordando no meio de um salto de paraquedas e vendo a Terra se aproximar cada vez mais rápido de você, imagine descobrir logo depois que não era a Terra o que você via do alto, imagine mais: não bastasse acordar em um planeta desconhecido, você descobre que está em um planeta reserva de caça e que você é a presa. Tudo que resta é tentar sobreviver e descobrir se você é “caça ou caçador”.

Isso tudo é uma puta ideia, bem interessante pra ser aplicada em um filme baseado no universo “Predador”. Acontece que esse filme poderia ter aproveitado melhor a ideia e ter saído um filme muito melhor. A quantidade de clichês e mesmices usados no filme são demais. Além das cagadas de roteiro e algumas coisas desnecessárias.
Falando no perfil dos personagens, olha o clichê aí gente: um mercenário que só se importa com ele mesmo, mas que no final resolve se importarcom os outros; um soldado suicida mulçumano (o negro do grupo); um psicopata estuprador drogado que estava no corredor da morte; um chicano (estereotipado pra caralho); um russo com uma machine gun (não preciso dizer mais nada); uma latina que... sei lá o que essa mulher fazia (a mulher do grupo, que aliás é a linda Alice Braga); um japonês assassino e um sociopata que puta merda, quem não percebeu que esse cara era um filho da puta maluco desde o início, puta merda “que burro dá zero pra ele”.

O início do filme é bem interessante e cria um bom clima de suspense, mas começam umas maluquices do caralho. Eles mandam o sociopata servir de isca pra eles matarem ao menos um dos predadores. Não faz sentido o cara concordar em ser a isca, achei que essa cara era um maluco que “quer fuder com todo mundo, que fuder com você” *.  Então eles encontram um cara usando a armadura de um predador, aí você pensa: “agora sim, o cara deve ser um matador de predadores do caralho”, mas não o cara não passa de um maluco que não faz nenhum sentido na porra do roteiro. Daí eles fogem e rola mais uma morte clichê do caralho (o russo puxa duas granadas e se mata junto com a criatura (eita clichê da porra). Antes disso já tinha morrido o chicano e o negro (é claro Mr. Obvious).

Mas pra compensar essa merda toda, nós temos logo em seguida a melhor luta entre um Predador e um humano. Me perdoem os fãs do filme original, mas na minha opinião de merda, a luta entre o Predador e o japonês foi a melhor porque além de ficar foda, foi também a luta mais justa entre Predador e humano, pois foi de igual pra igual; nada de ficar invisível ou jogar lama no corpo, foi cada um com sua lâmina lutando de igual pra igual e ficou foda para caralho. Essa foi a melhor parte do filme.


Um das coisas que me incomodaram no filme foi o protagonista. Apesar de ser bom ator, Adrien Brody não encaixou no papel, o cara não convence fazendo papel de “bad ass motherfuck” ou um papel de brucutu. Além disso, achei uma merda repetir o final do Predador 1. Como assim você tirou a camisa Adrien Brody? Ninguém tira a camisa depois do Arnold. Que vergonha. Veste a camisa pelo menos. Porra!

No mais galera, o filme não foi ruim. Pelo menos eu não achei isso. O filme teve uma boa ambientação pra um filme do Predador, teve ideias maneiras (apesar de não serem melhores aproveitadas) e teve também a melhor luta entre Predador e humano. Foi um filme regular.

Comentem aí o que vocês acharam. Isso é tudo pessoal. “Ai meninas! Tô morrendo de cansada” **


* Citação ao “Bátima Feira da Fruta”. “Mas isso não prova nada, só prova que o coringa é um filho da puta”.

** Segunda citação ao “Bátima Feira da Fruta”. “A dupla dinâmica? Não, sua mãe e seu pai vestidos para o baile dos enxutos”.



Olha aí os links dos posts sobre Predador 1 e 2: (clique na imagem)
 Predador 1
Predador 1
 Predador 2
Predador 2
#LegendadoSempre
Até a próxima pequenos caçadores.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

The Others

Diretor: Alejandro Amenábar
Roteiristas: Alejandro Amenábar
Gênero: Suspense; terror
Trilha Sonora: Alejandro Amenábar

Minha nota: 9


Eu sou um grande fã de filmes que exploram o terror no sentido de construir suspense e mistério. Pois coisas “gore” não dão tanto medo assim. Por isso eu prefiro suspense.

The Others é um filmaço. O mistério e o suspense são bem construídos deixando a experiência de ver o filme bem claustrofóbica. Primeiro: se você viu esse filme sem spoilers a experiência é bem mais interessante. Então se você não viu ainda, para de ler por aqui e vai ver o filme.

Antes de mais alguma coisa, não posso deixar de elogiar a interpretação da Nicole Kidman, pois devido ao seu ótimo trabalho no papel de protagonista você sente às vezes ódio dela, às vezes pena, às vezes você se sente como ela. Além disso temos nesse filme um elenco composto por duas crianças em papel de destaque, mas mesmo sendo dois baixinhos, eles entraram bem no papel.

Alejandro Amenábar foi realmente muito talentoso nesse filme. Além de dirigir o filme, o cineasta também escreveu o roteiro e ainda compôs toda a trilha sonora. O filme tem uma história sensacional.
E só pra mencionar: que edição de som do caralho. Muito boa.


Se você ainda não viu o filme, veja. É um ótimo filme de suspense, com um roteiro e edição muito bem feitos e ainda com um plot twist revelador.


#LegendadoSempre
Comentem aí sobre o que vocês acharam do filme.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dawn of the Dead (remake)

Diretor: Zack Snyder
Gênero: Terror; suspense
Trilha Sonora: Tyler Bates
Ano: 2004

Minha Nota: 8


Pra quem é fã de filmes de terror com zumbis, esse filme é obrigatório. Pra quem não sabe, esse filme é um remake do filme de Geoger A. Romero, Down of the Dead de 1978, que é um filmaço de zumbi.
O longa de 2004 consegui quebrar a barreira dos remakes e ser também um filmaço.
Primeiro, Snyder adotou a ideia dos zumbis "atletas", que foi passada primeiro no filme 28 Days Later (no Brasil: Extermínio), que também é um filmaço de zumbi. Pra quem é mais velho e estava acostumado com os filmes onde os zumbis são lentos, quando viu o 28 Days Later ou Down of the Dead (remake), teve uma grande surpresa.
No inicio do filme do Zack Snyder, quando o zumbi vai com uma disposição de atleta pra pegar a mulher, você pensa: "Pera aí, não foi assim que eu aprendi". Agora mermão, os zumbis correm e não cansam até te pegar, isso é foda.

Pra não ficar dando Spoilers, mesmo com o filme sendo de 2004, não vou ficar falando muito. Se você não viu veja agora. 
Pra um filme de terror zumbi, o filme tem: um ótimo início, um bom desenvolvimento e um excelente final. E veja até os créditos acabarem, ou então você não vê o final do filme.


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